Olhares platônicos

Tua boca aquece minha alma
Teus olhos são minha calma
Rasga-me o desejo de reencontrá-la
Com seu som, música, palavras.

Perdi-me em meus desejos
Segredos profanos em bocados
Ceda aos meus vícios proibidos
Venha, pois somos destinados.

Encanta meus sonhos senhora
Clamo por seu nome até a aurora
Abraça-me como outrora
Dancemos nossa valsa

Valsa dos loucos apaixonados
Musica dos tolos embriagados
De passos e olhares platônicos
Que sacia nossos pecados

Marcou minha memória
Com meu medo de amá-la
Que rebenta o peito e fala
O desejo de tomá-la

Mas somos proibidos
Apenas sonhos não vividos
De dois seres reprimidos
E corações desencontrados

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